Não. Não somos tão importantes. É ilusão pensar isso. Acho que o vento consegue ser mais importante que qualquer um de nós. A cada dia que uma criança nasce, alguém morre. Na proporção de um para um, ou mais, ou menos. A verdade é que sempre vamos, morrendo de mentira ou de verdade. Mas um dia, vamos. Vamos da vida de quem amamos, vamos da escola, da faculdade, vamos dos primeiros namoros, vamos das primeiras sentidas dores, das primeiras grandes e pequenas alegrias. Algumas vezes, vamos antes de quem nos viu nascer; em outras, vemos ir também.
Sim, vamos da vida de quem amamos. O cheiro na cama de quem adoramos será substituído por uma boa dose de amaciante de roupas e sabão em pó e um dia inteiro secando ao sol. As fotos - não se engane - as fotos serão guardadas gentilmente em uma caixa de um All Star antigo ou coladas em álbuns que nunca nos lembraremos de abrir. E quando vier a próxima mudança de casa, vamos descolar o durex da caixa com a ponta de uma tesoura para ver o que há ali dentro. Ah, sim. “A teus pés”, de Ana Cristina César, e fotos amareladas pela saudade que teve Alzheimer.
Quem é essa menina banguela aqui? E essa de franjinha? Essa menininha vestida de Mulher Maravilha? E esse pai que existiu? Esse pai que um dia amou essa menininha, que comprou para ela essa fantasia de heroína, que a levou à escola, à festa junina, que se esqueceu de assinar seu dever de casa e que esqueceu que pais não podem morrer??? Não, pais, não morram enquanto seus filhos não tiverem mais de 25 anos! Não deixem que os vejam dentro de um caixão! Mesmo que não sejamos tão importantes, a morte é. O abandono é. Tudo que somos também está ali. A vida e a morte. A vida contempla a morte, mas a morte não pode olhar a vida chorar, porque a morte é cega, surda e muda. Faltam-lhe os sentidos. A morte se esqueceu da vida, porque essa também não é o centro do universo nem o umbigo de ninguém.
Não é tão difícil entender. A vida é um sopro, uma ilusão, um delírio, uma febre, uma epidemia de prazer e de sofrimento, de orgasmo e de sepultamentos. A vida é isso e mais nada. Um dia, acaba. Como acabamos também para quem um dia nos amou. Para quem amamos. Um dia vamos acabar para quem amamos, e tudo que restou ficará guardado numa caixa de papelão. E talvez, daqui a dez ou vinte anos, alguém curioso abrirá essa caixa e encontrará ali registros de tudo que ficou marcado: sorrisos, dias de sol, dias de chuva, fantasias, festas, casamentos, nascimentos, aniversários, formaturas, alianças e “eu prometo”, cartas escritas à mão, poesias e sonetos. Sonetos de amor e de despedidas...
Ah, não, não somos tão importantes assim! Levar tão a sério o que somos, o que fomos, o que seremos...tudo vai acabar em cinzas, pó de gente, lágrimas dos vivos, boas vindas dos mortos.
E a vida continuará seguindo com o dom que Deus nos deu: o de sermos passageiros, mas incansáveis na luta de nos fazermos presentes, eternos como a cicatriz de um acidente de moto, como o cheiro do bolo saindo do forno que nos lembra uma avó querida, como o pudim de claras com limão que traz de volta a gargalhada do pai que há muito se foi; como o retrato amarelado da criança que fomos, e da criança que um dia sairá de dentro de nós. O incrível dom de sermos passageiros.
Eu? Vivo usando luvas de pelica, caríssimas e delicadíssimas, para não ferir você ao te tocar, meu caro. Mas esfolio meu rosto com minhas mãos infestadas de caroços de milho ao me deitar.
Eu, exemplo vivo da caridade, não te abandono, meu próximo, porque temi a minha vida inteira magoar-te: amar ao teu próximo, amar ao teu próximo, amar ao teu próximo.
Com você, divido as coisas mais estranhas que penso, entrego meus momentos, os mais escondidos e os mais intensos, e depois disso vou, lentamente, esbofetear meu rosto com um pedaço de couro, até que nele se enxergue o buraco negro da autopiedade, do medo, e enxugo minhas lágrimas de boldo com a toalha que estaria na mesa que eu deveria virar.
A você, meu próximo, com quem partilho sonoras gargalhadas, com o qual troco idéias e aprimoramentos da evolução DES-humana, digo esta noite: FODA-SE.
FODA-SE para a sua dor, para os seus desastres, para qualquer coisa que venha de você. FODA-SE para a sua leitura da vida, FODA-SE para as pancadas que ela também te deu, FODA-SE para você que um dia achou que você fosse eu.
Hoje, caríssimo próximo, despeço-me de você como quem deixa a vida mundana para morar no Tibet; não tenho endereço, não tenho telefone, nem fumaça sei fazer; dou as costas alegremente ao seu sorriso, ao seu choro, ao que você tenta me dizer.
Caminho por onde quero, e só a Deus devo e preciso pedir perdão. Perdão por ser tão entregue, perdão por ser só medo e espontaneidade, perdão por não ser como o próximo, o caridoso próximo, que só pensa no meu bem, no meu e no de mais ninguém...
Perdão por não ser como você, meu próximo, seja você quem quer que seja...ele, ou ela, ou eles, ou elas. Ou todos eles ou todos vocês...ou eu...
Quem é o próximo antes de mim???
Sim. Eu amo as minhas irmãs. Todas peitudas. Todas temos grandes peitos, suculentos peitos, jacas maduras (mas que ainda não caíram do pé, graças a Deus), peitos de verdade, que nunca foram comprados ou fabricados.
Ter tanto peito nessa família significa muito. Sem falar no peitão dela, Janetão, que nos deu de herança os outros peitos. Os peitos para enfrentar, para tentar, para rebater, para defender, para dizer não, para dizer sim, para dizer “ai que merda, me deixa decidir” ou simplesmente peito para chorar a dor. A dor que vem pra todo mundo numa terça-feira qualquer, quando acontece uma separação, quando alguém morre, quando nós mesmas nos sentimos morrendo.
Peito também serve pra isso, meninos. Acreditem.
Ah, sim. Eu amo as minhas irmãs, mesmo quando eu tenho vontade de avançar no pescoço de Lu quando ela me obriga a bater à porta do seu quarto e pedir permissão para entrar como se eu fosse um entregador de pizza. E também quando acho o meu gloss preferido dentro da bolsa dela ou um vestido que eu amava e que acabou virando “roupa de ficar em casa”. Mesmo nessas horas em que eu quero dar na cara dela, eu a amo. É impressionante como o amor de verdade ama na raiva mais absurda (não que achar meu gloss preferido na bolsa dela gere uma raiva absurda, mas quase – principalmente se for algum item da M.A.C).
Eu amo minha irmã Renata, que foi morar na Inglaterra há quase quinze anos. Sua ausência física é sua presença em cada momento – e mesmo acostumada com o não estar dela aqui não faz a menor diferença, porque sei que quando ela estiver a gente vai sentar na cama, abrir uma barra imensa de chocolate e eu sei que vou ouvir dela: “Garota, você precisa fazer uma dietinha...levanta aí o vestido pra eu ver se a sua pança tá muito grande”. E, lógico, a minha pança vai estar grande só pela barra de quase um quilo de Galaxy e pelas caixas de shortbread que ela insiste em trazer (e que eu nunca peço – tá bom, tá bom, sei quem é o pai da mentira).
Eu amo a minha irmã Renata porque em uma noite gelada em um momento glacial da minha vida, ela veio, toda magrinha e elegante, no aeroporto de Manchester, me abraçar e demonstrar que estava feliz por eu estar ali, só por eu estar ali – mesmo quebrada, machucada, toda cheia de hematomas no corpo e na alma – seu abraço me curou na hora, e continua me curando até hoje.
Eu amo as minhas irmãs porque todo o nosso universo foi construído em lilás e cor-de-rosa:
- Cadê meu perfume?
- Me empresta o seu top?
- Quem pegou aquele meu batom novo que eu comprei com o dinheiro da minha mesada? Quem é que quer morrer?
- Não fui eu que peguei seu livro! Deve estar jogado naquela sua mochila imunda!
- Dá licença, professora, eu queria falar com a minha irmã.
- É o que, garota? Ainda bem que você me tirou dessa aula chata de matemática, eu não tava entendendo nada mesmo. Tá, toma o meu short de educação física, mas traz depois do terceiro tempo porque eu tenho que ir, não posso mais matar nenhuma aula...vai, vai...
- Telefone pra você, é o Bruno, irmão da Vanessa...Não, Bruno, ela não quer falar com você, seu merda!
- Me dá um pedaço do seu salgadinho?
- Pô, animal, tirou o maior pedação, não te dou mais nada!
- Cara, para de comer amendoim, vai te encher de espinha!!!
- Garota, cala a boca que eu tô vendo a novela!
- Não acredito, você pegou aquele canhão? Aquele cafona baixinho da igreja? Ahahaha, cara, não acredito! Você foi no calor ou pelo menos o carro dele tinha ar condicionado? E a conta, ele pagou? Claro, né? Vou contar pra todo mundo se você não me emprestar aquela bolsa nova que vovó te deu de aniversário!
- Mãe...são 3 horas da manhã e Renata ainda não voltou...saiu com Bia...mas mãe...Bia bebe muita cerveja e já ficou com todos os garotos de Cabo Frio...ela é muito sem noção...tá bom, tá bom, vou ligar. “Alô? Garota, onde você tá? Volta pra casa!” – “Alôooo...hã? Onde eu tô? Aqui no Cilada...” “No Cilada??? Mamãe tá mandando você voltar, garota! Se você não voltar eu vou aí te buscar e você vai pagar o maior mico!!!”
- Lu, você pegou meu estojo por quê? Por que eu não estava usando? Ah, tá! Então agora eu me apodero de uma coisa que não é minha só porque a pessoa não estava usando? Isso existe?
- Calma, era hora de ele ir...chora, pode chorar...mas Deus quis assim, vovô foi antes que viessem os maus dias...Vai passar, Lu, vai passar...
- Nata...eu to te ligando pra te avisar...que vovô...não resistiu à cirurgia...
- Ah, não, vamos à Harrods, por favor? Lá tem Krisps´n´Cream e eu preciso, preciso, preciso comer aqueles donuts!
- Garota, para de loucura! Você já tem muita maquiagem! E olha só, no Asda você compra uma sombra parecidona com essa, só que três vezes mais barata.
- Tá, só que eu quero essa da Bourjois. Aproveita e pega logo três pacotes de Jaffa Cake pra eu ir comendo no trem pra Leeds!
- Cara, você vai estourar! E a cobertura nem é de chocolate de verdade! E vê se para de ir para o Evil´s Eye tomar vodca com aqueles estudantes que não penteiam o cabelo! Você só gosta de gente esquisita!
(Dez horas da manhã, sinal de mensagem do celular: “olha aí na geladeira que eu acho que o frango passou da validade. Cheira e vê se ta podre. Bjs.” – detalhe: faltava quase uma semana para vencer o pobre do frango).
- Vi, olha só, se você for se encontrar com aquele maluco do Bob, vai no Slug and Lettuce que fica no centro. É, aquele à beira do rio. Não vai longe, não. E se ele for um estuprador? E se ele te esquartejar? Tá rindo? Aqui eles fazem isso direto! Deixa o seu telefone ligado e cuidado para ele não colocar nada na sua bebida! Segura o copo o tempo todo, hein? Entendeu? Não pode largar o copo nem um minuto! É sério! Entendeu? Entendeu, garota (olhar de paranóia) ? E presta atenção se for beijar, os ingleses costumam ter os dentes podres! Deixa ele rir pra você NA LUZ! Ai você decide se beija ou não, ENTENDEU? Para de rir! É sério! Para de rir, garota!!!
- Quê? Você tá vindo atrás de mim? O celular tá aqui, eu não tava ouvindo suas ligações, tá o maior barulho! Garota, você tá maluca, tá a maior chuva, a gente tá aqui nessa merda desse O´Neil e ele é um chato! Eu já vou embora, esse cara só fala de futebol! Ou eu sou muito baranga ou ele é doente! Gastei minha maquiagem nova à toa para me encontrar com esse sem noção! Tá, vou dar um jeito de vazar, fica aí que eu te conto!
Sim, sim, como eu amo as minhas irmãs! O que seria da minha vida sem elas, se após eu nascer ela foi dividida em três? Como eu posso ser uma se três habitam o meu corpo?
Obrigada, mamãe peituda, pelas irmãs peitudas que você meu deu.
Ah, eu amo, amo as minhas irmãs!
Agora dá pra me devolver aquele blush em creme que era meu???
Viviane Rocha
terça-feira, 6 de abril de 2010
Para quem quer aprender os conceitos básicos de fotografia e aprimorar o olhar: recomendo o curso do meu amigo Marcos Homem. Fiz o curso dele ano passado e desde então não parei mais de fotografar! Open up your mind!
Um dia, um dia de verdade, desses que chegam com gosto de novalgina e jiló frito, nuvens obesas e cinzentas no céu e dor de joelho ralado, ela foi embora.Um dia, sem eu acreditar, eu a vi indo de vez. Ela que fazia rosquinhas de nata e bolo de aipim, e dizia que o b vinha antes de “bunda” e o p vinha antes de “pomba” quando eu fazia dever de casa, ela que de vez em quando me chamava de burralda e logo depois batia Nescau com leite, ela que me ensinou a amá-la, encontrou seu amor e foi embora. Assim, sem mais nem menos. Disse que ía e foi. E foi-se minha Tato. E foi-se mais um pedaço de mim e do que ela me ensinou.
Tato chegou na minha vida quando a própria vida chegou até mim. Eu tinha poucos meses de nascida quando ela já me dava banho frio no tanque até meus lábios de bebê ficarem roxos; e quando aos sete meses eu disse “Tato, Tatinho”, ela não era mais Cláudia Antunes, e sim Tato, Tatinho.
Tato cuidou de mim até eu completar dez anos. Tato cuidou de mim até eu fazer 32. Tato vai cuidar de mim até eu fazer 98. Certas coisas nunca mudam. Certas pessoas nunca vão, mesmo indo. E todo dia a gente descobre que elas não foram. E descobrindo isso, a gente deduz e acredita que elas ainda estão com a gente. E mesmo assim a gente sente saudade de quem indo, nunca foi.
Vinte e dois anos se passaram desde que Tato foi sem ir. Tato ficou. Tato indo ficou cada dia mais presente na minha vida. Ficou na pracinha de São Domingos esperando eu descer daquele brinquedo insuportável que todas as crianças gostam, aquele de ferro em que a gente entra por um quadrado no oeste e sai por outro no norte, e do qual quase todas as crianças, as menos espertas principalmente, sempre caem e abrem o queixo.
Tato ficou no portão da escola me esperando sair toda riscada de hidrocor, com várias queixas da professora na caderneta e um desejo incontrolável de chupar Dip´n´Link de cereja, só por causa do pozinho colorido que era ácido como o inferno e que mesmo assim eu adorava (talvez por ser ácido ou talvez por se parecer com o inferno, ou os dois).
Tato é assim como uma tatuagem de verdade. Marcada. Estimada. Querida. E todos os dias quando eu olho pra mim no espelho eu penso como é possível uma pessoa que foi nunca ter ido. Como é possível sentir saudade de quem está com você desde que você usava fraldas. Como é possível a saudade se o amor está ali? Ah, sim. A saudade é o amor que fica.
Tato é o amor que ficou.
Tato é a infância que nunca mais voltou.
Tato é a sala cheia de brinquedos e cheiro de leite fervendo, Yakult e bala boneco. Tato é cuscuz de tapioca e enfeites de argila. Tato é o lanche pronto na merendeira e o cabelo lavado e preso para ir à escola, e também é o castigo pela implicância com as minhas irmãs.
Tato é a tarde feliz enrolando brigadeiros para mais uma festinha de aniversário.
Tato é o dia da festa junina e os acenos da quadrilha. Tato são as fotos quadradas que ficaram coladas em cada espaço da alma de uma criança que teve que entender muito cedo que as pessoas precisam ir, mas que algumas, graças a Deus, mesmo indo, nunca vão de verdade.
Tato é minha saudade, minha infância, testemunha das minhas alegrias e das minhas tristezas, colo para a febre, puxão de orelha e bolo de banana.
Tato é papa de farinha para a dor de ouvido, Tato é a linha que puxou o dente de leite, Tato é a gargalhada alegre e a mão forte que empenava talheres, e hoje, Tato é pra mim um dia de céu azul, sol de outono e chuva de verão.
Obrigada, Tato. Obrigada por mesmo indo embora, nunca ter ido de verdade.
Vivi
“Onde estão os caretas, malucos, que contavam uma nova história, dizendo que o Filho do Homem viria para levá-los pra um outro lugar?”dizia, ainda nos anos 90, o pirado vocalista do Katsbarnea.
E hoje me faz pensar neles mesmos: nos “caretas, malucos, que contavam uma nova história...” E que um dia eu também fui uma careta, maluca, que contava a nova história sobre o Filho do Homem que VIRÁ levar tantos para um outro lugar. Porque, se Ele não vier, estamos TODOS PERDIDOS, para não dizer coisa pior. Absolutamente e irremediavelmente perdidos neste mundo tenebroso que, nunca saberei porquê, jaz no maligno.
A esperança me impulsiona a acreditar que a história dos caretas e malucos é verdade, e verdade maior não pode haver. Acreditar para sobreviver a um dia após o outro, um dia em que ligamos a TV e vemos destruição e morte, assassinato, revolta da natureza contra o mal que lhe faz o homem, a solidão de nossos próprios passos, crianças que perdem seus pais em meio a escombros, sangue e concreto, pais que perdem seus filhos inocentes para pedófilos, mentes doentes e perturbadas, drogas e a própria maldade que hoje faz planejar o fim de vidas que mal começaram.
Meu Deus! Será que um dia você virá mesmo encarnado em Cristo para redimir a Terra dessa loucura toda? Será que você vem para redimir a natureza, os que nunca ouviram falar sobre você, os que não conseguiram acreditar em você e até os que escolheram não acreditar em você? Até onde vai sua misericórdia, Deus? E como pode sua presença estar em todo o lugar, MESMO neste CAOS que é esse mundo? E mesmo nas criaturas que ignoram que existe algo mais nesta vida do que a própria vida?
Temo tanto em te perguntar, Deus. Se alguém me indagasse qual dom eu gostaria de ter, não escolheria nem o de cantar ou de saber fazer fortuna: eu simplesmente escolheria poder voltar atrás e seguir com os “caretas, malucos, que contavam a nova história”, pois assim eu jamais me esqueceria dela.
Somos como esse leão, um dos animais mais poderosos e mais fortes da criação, e estamos enjaulados em nossos próprios conceitos, preconceitos, auto rejeições e espaços abertos por dúvidas e questionamentos. Se ele soubesse quanta força tem, rasgaria as grades dessa jaula com uma só patada e voltaria ao seu mundo, ao seu habitat natural, para aquilo que foi criado. Se soubéssemos o quanto somos, faríamos muito mais por nós mesmos. Mas com que facilidade simplesmente lamentamos e nos entregamos a pensar de nós mesmos coisas terríveis! QUEM TEM O DIREITO DE DIZER QUE VOCÊ NÃO PODE, QUE NÃO VAI CONSEGUIR? A luta sempre é difícil, mas nunca impossível. Penso nisso e me recordo: “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”, escrito em Lamentações 3:21. Esse tem sido o meu “mantra” em dias difíceis e acredito que deva ser o de todos nós enquanto vivermos nesse mundo que jaz no maligno. Acredite. Deus não criou ninguém para viver abaixo do que merece.